ANIMAIS
animais, no silêncio com que comemos
animais, na marcação do território
e animais, desafiados por um olhar
sexta-feira, 8 de junho de 2012
quinta-feira, 7 de junho de 2012
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George Harrison,
quase que os pude ouvir
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Paul Gauguin,
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Nos teus olhos grita o fogo
Das grandes paixões. E assim,
Meu coração, lá caído,
Foi chama -- e cinza, por fim!
Das grandes paixões. E assim,
Meu coração, lá caído,
Foi chama -- e cinza, por fim!
Eduardo Salgueiro
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poesia
una mujer desnuda y en lo oscuro
es una vocacíon por las manos
para los labios es casi un destino
es una vocacíon por las manos
para los labios es casi un destino
Mario Benedetti
Stig Dagerman - Sem fé, ouso pensar a vida como uma errância absurda a caminho da morte, certa. Não me coube em herança um qualquer deus, nem ponto fixo sobre a terra de onde algum pudesse ver-me. A Nossa Necessidade de Consolo É Impossível de Satisfazer
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Stig Dagerman
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Manuel Laranjeira

Murillo, Uma Rapariga e a Sua Duenna
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Bartolomé Murillo
´
Joaquim Rodrigo, S. M.
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Joaquim Rodrigo
A PALAVRA INESPERADA
do estômago sobe-me a palavra inesperada
entre a língua destravada e o palato força-me
a boca desabusada desesperada
rasteira-me a mão e cai
sobre o papel
estatelada
do estômago sobe-me a palavra inesperada
entre a língua destravada e o palato força-me
a boca desabusada desesperada
rasteira-me a mão e cai
sobre o papel
estatelada
13-VI-2003/
/19-XII-2005
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eu (2006)
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o Batman de Neal Adams
A CORRENTE
Lá vão as folhas secas na corrente...
Lá vão as folhas soltas das ramadas...
Hastes envelhecidas e quebradas
galgando as asperezas da vertente.
A cheia arrasa os frutos e a semente,
a terra inculta, as várzeas fecundadas,
e vai perder-se ao longe, nas quebradas,
numa fúria cruel e inconsciente.
Em nós ainda é mais funda, ainda é mais vasta,
esta ansiedade enorme e sem perdão,
que nos fere, nos tolhe e nos devasta...
As árvores desprendem-se e lá vão...
Mas nós ficamos porque nada arrasta
as raízes fiéis dum coração.
Lá vão as folhas secas na corrente...
Lá vão as folhas soltas das ramadas...
Hastes envelhecidas e quebradas
galgando as asperezas da vertente.
A cheia arrasa os frutos e a semente,
a terra inculta, as várzeas fecundadas,
e vai perder-se ao longe, nas quebradas,
numa fúria cruel e inconsciente.
Em nós ainda é mais funda, ainda é mais vasta,
esta ansiedade enorme e sem perdão,
que nos fere, nos tolhe e nos devasta...
As árvores desprendem-se e lá vão...
Mas nós ficamos porque nada arrasta
as raízes fiéis dum coração.
Fernanda de Castro
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Tólstoi - Uma verdadeira obra de arte apenas pode surgir ocasionalmente na alma dum artista, como fruto da própria existência, da mesma forma que a gestação duma criança se faz no ventre da sua mãe. Mas a arte de contrafacção é produzida por artífices e por artesãos continuamente, cujo destino concebível será o dos consumidores. O que É a Arte?
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Li Bai

Eduardo Viana, K4 Quadrado Azul
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Eduardo Viana
quarta-feira, 6 de junho de 2012

Nelly O'Brien
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Joshua Reinolds
À TUA ESPERA
Tranquila e serena
a nossa casa
nos quatro cantos
o sol do meio-dia
à tua espera alegre
e descansada
injecto-me de amor às
escondidas
Sobre a garganta passo
os dedos espessos
e a roupa uma a uma
vai caindo
para que então amor
com os teus dedos
quando vieres me vás
depois vestindo
Tranquila e serena
a nossa casa
nos quatro cantos
o sol do meio-dia
à tua espera alegre
e descansada
injecto-me de amor às
escondidas
Sobre a garganta passo
os dedos espessos
e a roupa uma a uma
vai caindo
para que então amor
com os teus dedos
quando vieres me vás
depois vestindo
Maria Teresa Horta
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The Chokin' Kind
domingo, 3 de junho de 2012

pirateado daqui
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Milo Manara
sábado, 2 de junho de 2012
escreves escreves escreves escreves
nada do que dizes rompe a superfície do papel
escreves escreves escreves escreves
entre o panache e a autocomiseração
o artifício e a louvaminha
o lacrimejar e a traição
escreves escreves escreves escreves
e tudo quanto escreves escreves escreves
escreves tem o selo de validade para hoje
promoção de último modelo
gravata de saldo
embuste de tablóide
passatempo de televisão
nada do que dizes rompe a superfície do papel
escreves escreves escreves escreves
entre o panache e a autocomiseração
o artifício e a louvaminha
o lacrimejar e a traição
escreves escreves escreves escreves
e tudo quanto escreves escreves escreves
escreves tem o selo de validade para hoje
promoção de último modelo
gravata de saldo
embuste de tablóide
passatempo de televisão
30-X-2003
Imitamo-nos uns aos outros. Alguns têm o talento de tornar a cópia pessoal, quase tudo parecendo arrancado das entranhas. Há quem assuma a paráfrase reverencialmente, com bibliografia vasta e notas de rodapé; e também há os que produzem meras contrafacções. Aos mais afortunados reconhece-se-lhes um veio intertextual.
CLARIDADE
O barulho de existir:
um cão
dentro de mim.
Atravesso
como a um pátio
o barulho de existir.
O barulho de existir:
um cão
dentro de mim.
Atravesso
como a um pátio
o barulho de existir.
Carlos Nejar

Louis Armstrong Plays W. C. Handy
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CÃO
os dias passam por ele
sem que ele dê pelo passar dos dias por ele
adoece e não sabe que é o fim
abana a cauda e sucumbe
os dias passam por ele
sem que ele dê pelo passar dos dias por ele
adoece e não sabe que é o fim
abana a cauda e sucumbe
ao tiro no crânio
sem espanto
à injecção letal
em paz
27-I-2003
NOCTURNO
Eram, na rua, passos de mulher.
Era o meu coração que os soletrava.
Era, na jarra, além do malmequer,
espectral o espinho de uma rosa brava...
Era, no copo, além do gin, o gelo;
além do gelo, a roda de limão...
Era a mão de ninguém no meu cabelo.
Era a noite mais quente deste verão.
Era, no gira-discos, o «Martírio
de São Sebastião», de Debussy...
Era, na jarra, de repente, um lírio!
Era a certeza de ficar sem ti.
Era o ladrar dos cães na vizinhança.
Era, na sombra, um choro de criança...
Eram, na rua, passos de mulher.
Era o meu coração que os soletrava.
Era, na jarra, além do malmequer,
espectral o espinho de uma rosa brava...
Era, no copo, além do gin, o gelo;
além do gelo, a roda de limão...
Era a mão de ninguém no meu cabelo.
Era a noite mais quente deste verão.
Era, no gira-discos, o «Martírio
de São Sebastião», de Debussy...
Era, na jarra, de repente, um lírio!
Era a certeza de ficar sem ti.
Era o ladrar dos cães na vizinhança.
Era, na sombra, um choro de criança...
David Mourão-Ferreira
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Teixeira de Queirós - Tinha o ofício de alfaiate e trabalhava assiduamente. Excelente mestre; boa tesoura e um ponto para a eternidade. «O Tio Agrela», Os Meus Primeiros Contos
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