terça-feira, 12 de junho de 2012
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dos meus discos

A Estalagem da "Mère" Anthony
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Auguste Renoir
VEM
Já somos nada
quando a morte nos persegue.
Esperamo-la, implacável,
com o anúncio dos primeiros sinais.
2001
Já somos nada
quando a morte nos persegue.
Esperamo-la, implacável,
com o anúncio dos primeiros sinais.
2001
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Raul Proença
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Joseph Conrad
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Lightdark
sábado, 9 de junho de 2012
Manuel Poppe - Eugénia esfrega os braços -- [...] Era um desgraçado?
Artur -- Pior que isso: era um homem que a vida não deixava em paz.
A Aranha
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Vénus Adormecida
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Noite Estrelada
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Vincent van Gogh
ANSIEDADE
A Rui Galvão de Carvalho
Escrevo e sofro... Em cada verso inteiro
Fica-me a alma entre um soluço e um ai...
-- Eu molho a pena, sim, no meu tinteiro,
Mas é do coração que a tinta sai!
Na carne dos meus versos, reparai,
É que eu me vejo e sinto verdadeiro.
-- Neles prendesse a vida que se esvai
E o meu fim não viria tão ligeiro!
Ah, nunca mais morrer! Ambição louca!
Ser imortal, andar de boca em boca,
Nos versos que componho -- anseio atroz!
Desse às palavras o meu sangue quente:
-- Já que viver não posso eternamente,
Eterna, ao menos, ficaria a voz!
A Rui Galvão de Carvalho
Escrevo e sofro... Em cada verso inteiro
Fica-me a alma entre um soluço e um ai...
-- Eu molho a pena, sim, no meu tinteiro,
Mas é do coração que a tinta sai!
Na carne dos meus versos, reparai,
É que eu me vejo e sinto verdadeiro.
-- Neles prendesse a vida que se esvai
E o meu fim não viria tão ligeiro!
Ah, nunca mais morrer! Ambição louca!
Ser imortal, andar de boca em boca,
Nos versos que componho -- anseio atroz!
Desse às palavras o meu sangue quente:
-- Já que viver não posso eternamente,
Eterna, ao menos, ficaria a voz!
Rebelo de Bettencourt
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Rebelo de Bettencourt
DROMEDÁRIO
Sob o crescente de lua,
A alma estagna. O céu consente
(Sem o sonhar ou saber)
Que em minha alma possa haver
Um tão possível oriente.
É-me o sonho o que é negado.
É-me verdade o que crio.
Minha alma é seco areal
E no fundo olhar sorrio
Rumos de febre e coral...
E tu, ó dama da noite
Milenária, que halo te cerca
De enigma a vigília pura?
Dons de unânime ventura:
Morre o sonho quem te perca...
Verdade ou sonho? Que importa
Ao morto olhar o rumo incerto.
Eu sigo o sonho (e cismando!)
Do dromedário pisando
Silêncios do meu deserto...
Sob o crescente de lua,
A alma estagna. O céu consente
(Sem o sonhar ou saber)
Que em minha alma possa haver
Um tão possível oriente.
É-me o sonho o que é negado.
É-me verdade o que crio.
Minha alma é seco areal
E no fundo olhar sorrio
Rumos de febre e coral...
E tu, ó dama da noite
Milenária, que halo te cerca
De enigma a vigília pura?
Dons de unânime ventura:
Morre o sonho quem te perca...
Verdade ou sonho? Que importa
Ao morto olhar o rumo incerto.
Eu sigo o sonho (e cismando!)
Do dromedário pisando
Silêncios do meu deserto...
Luís de Montalvor
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Jean-Luc Nancy - A poesia é, por essência, mais do que e algo de diferente da própria poesia. Ou antes: a própria poesia pode encontrar-se onde não existe propriamente poesia. Ela pode mesmo ser o contrário ou a rejeição da poesia, e de toda a poesia. A poesia não coincide consigo mesma: talvez seja essa não-coincidência, essa impropriedade substancial, aquilo que faz propriamente a poesia. Resistência da Poesia
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Interior em Nice
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Henri Matisse
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Magazin Général
As bibliotecas públicas não aguentam os nossos livros.

Auto-retrato com Banjo

Cheap Thrills
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O Plum-Pudding em Perigo
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James Gillray

Ford Anglia (Orabolas)
MOTE GLOSADO
Distâncias e saudades
As nodosas carvalheiras,
Que assombram ermas estradas;
Altas rochas, penduradas
Sobre medonhas ribeiras;
Duras, íngremes ladeiras,
Escuras concavidades;
São as tristes soledades,
A quem meu cansado peito
Conta o mal que lhe tem feito
Distâncias e saudades.
Distâncias e saudades
As nodosas carvalheiras,
Que assombram ermas estradas;
Altas rochas, penduradas
Sobre medonhas ribeiras;
Duras, íngremes ladeiras,
Escuras concavidades;
São as tristes soledades,
A quem meu cansado peito
Conta o mal que lhe tem feito
Distâncias e saudades.
Nicolau Tolentino
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Pieter Bruegel o Velho

Haendel -- Aryas y Cantatas
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Alfredo Keil
VILANCETE
Como quereis que me ria,
Corpo de ouro, se vos digo
Que trago a morte comigo?
Vir um dia a apodrecer,
Se é destino de quem vive,
Outro destino não tive
Desde a hora de nascer:
Como não hei-de sofrer,
Corpo de ouro, se vos digo
Que trago a morte comigo?
Na dor de todo o momento
Meus dias tristes se vão,
E só tenho a podridão
Em paga do sofrimento:
Sombra de contentamento,
Como a terei se vos digo
Que trago a morte comigo?
Como quereis que me ria,
Corpo de ouro, se vos digo
Que trago a morte comigo?
Vir um dia a apodrecer,
Se é destino de quem vive,
Outro destino não tive
Desde a hora de nascer:
Como não hei-de sofrer,
Corpo de ouro, se vos digo
Que trago a morte comigo?
Na dor de todo o momento
Meus dias tristes se vão,
E só tenho a podridão
Em paga do sofrimento:
Sombra de contentamento,
Como a terei se vos digo
Que trago a morte comigo?
Júlio Dantas
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