terça-feira, 12 de junho de 2012
REDUNDANTE
Viena d'Áustria
Veneza d'Áustria
Viana d'Áustria
Viana do Castelo d'Áustria
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Veneza d'Áustria
Viana d'Áustria
Viana do Castelo d'Áustria
SESTA
SESTA
Dentro do bosque
os passos dum caçador.
Dentro da sombra
a cobra do calor.
E dentro do meu sono
outro sono maior.
Estalando as folhas secas
vai a cobra invisível.
Nas mãos do caçador
ainda a vida é plausível.
Só dentro do meu sono
toda a morte é possível.
SESTA
Dentro do bosque
os passos dum caçador.
Dentro da sombra
a cobra do calor.
E dentro do meu sono
outro sono maior.
Estalando as folhas secas
vai a cobra invisível.
Nas mãos do caçador
ainda a vida é plausível.
Só dentro do meu sono
toda a morte é possível.
Carlos de Oliveira
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poesia

Repasto Frugal
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Pablo Picasso
Tal como Gramsci e a sua mãe, o único paraíso que concebo situa-se no coração dos meus.
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domínio obscuro

Praça em La-Roche Guyon
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Camille Pissarro
Ferreira de Castro - A sua voz parecia escorregar por um precipício, ao mesmo tempo urgente e tímida. - A Missão
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prosa salteada
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INCONSTÂNCIA
A Aquilino Ribeiro
Tenho, às vezes, vontade de deixar-te.
E tenho, às vezes, medo de perder-te.
Não sei, às vezes, se hei-de abandonar-te,
Não sei, às vezes, se hei-de mais prender-te.
Por mais que queira, às vezes, esquecer-te,
Por mais que entenda, às vezes, ignorar-te,
Sinto o desejo enorme só de ter-te
Junto de mim na ânsia de abraçar-te.
Por mais que feche os olhos p'ra não ver-te
Ainda te encontro mais por toda a parte,
Tenha embora vontade de esconder-te.
Vivo nesta tortura de buscar-te,
Nesta inconstância atroz de não querer-te,
-- Meu fugidio sonho da minha Arte.
A Aquilino Ribeiro
Tenho, às vezes, vontade de deixar-te.
E tenho, às vezes, medo de perder-te.
Não sei, às vezes, se hei-de abandonar-te,
Não sei, às vezes, se hei-de mais prender-te.
Por mais que queira, às vezes, esquecer-te,
Por mais que entenda, às vezes, ignorar-te,
Sinto o desejo enorme só de ter-te
Junto de mim na ânsia de abraçar-te.
Por mais que feche os olhos p'ra não ver-te
Ainda te encontro mais por toda a parte,
Tenha embora vontade de esconder-te.
Vivo nesta tortura de buscar-te,
Nesta inconstância atroz de não querer-te,
-- Meu fugidio sonho da minha Arte.
Alexandre de Córdova
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dos meus discos

A Estalagem da "Mère" Anthony
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Auguste Renoir
VEM
Já somos nada
quando a morte nos persegue.
Esperamo-la, implacável,
com o anúncio dos primeiros sinais.
2001
Já somos nada
quando a morte nos persegue.
Esperamo-la, implacável,
com o anúncio dos primeiros sinais.
2001
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F. Fresno,
Raul Proença
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Joseph Conrad
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Lightdark
sábado, 9 de junho de 2012
Manuel Poppe - Eugénia esfrega os braços -- [...] Era um desgraçado?
Artur -- Pior que isso: era um homem que a vida não deixava em paz.
A Aranha
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Vénus Adormecida
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Giorgione

Noite Estrelada
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Vincent van Gogh
ANSIEDADE
A Rui Galvão de Carvalho
Escrevo e sofro... Em cada verso inteiro
Fica-me a alma entre um soluço e um ai...
-- Eu molho a pena, sim, no meu tinteiro,
Mas é do coração que a tinta sai!
Na carne dos meus versos, reparai,
É que eu me vejo e sinto verdadeiro.
-- Neles prendesse a vida que se esvai
E o meu fim não viria tão ligeiro!
Ah, nunca mais morrer! Ambição louca!
Ser imortal, andar de boca em boca,
Nos versos que componho -- anseio atroz!
Desse às palavras o meu sangue quente:
-- Já que viver não posso eternamente,
Eterna, ao menos, ficaria a voz!
A Rui Galvão de Carvalho
Escrevo e sofro... Em cada verso inteiro
Fica-me a alma entre um soluço e um ai...
-- Eu molho a pena, sim, no meu tinteiro,
Mas é do coração que a tinta sai!
Na carne dos meus versos, reparai,
É que eu me vejo e sinto verdadeiro.
-- Neles prendesse a vida que se esvai
E o meu fim não viria tão ligeiro!
Ah, nunca mais morrer! Ambição louca!
Ser imortal, andar de boca em boca,
Nos versos que componho -- anseio atroz!
Desse às palavras o meu sangue quente:
-- Já que viver não posso eternamente,
Eterna, ao menos, ficaria a voz!
Rebelo de Bettencourt
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Rebelo de Bettencourt
DROMEDÁRIO
Sob o crescente de lua,
A alma estagna. O céu consente
(Sem o sonhar ou saber)
Que em minha alma possa haver
Um tão possível oriente.
É-me o sonho o que é negado.
É-me verdade o que crio.
Minha alma é seco areal
E no fundo olhar sorrio
Rumos de febre e coral...
E tu, ó dama da noite
Milenária, que halo te cerca
De enigma a vigília pura?
Dons de unânime ventura:
Morre o sonho quem te perca...
Verdade ou sonho? Que importa
Ao morto olhar o rumo incerto.
Eu sigo o sonho (e cismando!)
Do dromedário pisando
Silêncios do meu deserto...
Sob o crescente de lua,
A alma estagna. O céu consente
(Sem o sonhar ou saber)
Que em minha alma possa haver
Um tão possível oriente.
É-me o sonho o que é negado.
É-me verdade o que crio.
Minha alma é seco areal
E no fundo olhar sorrio
Rumos de febre e coral...
E tu, ó dama da noite
Milenária, que halo te cerca
De enigma a vigília pura?
Dons de unânime ventura:
Morre o sonho quem te perca...
Verdade ou sonho? Que importa
Ao morto olhar o rumo incerto.
Eu sigo o sonho (e cismando!)
Do dromedário pisando
Silêncios do meu deserto...
Luís de Montalvor
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poesia
Jean-Luc Nancy - A poesia é, por essência, mais do que e algo de diferente da própria poesia. Ou antes: a própria poesia pode encontrar-se onde não existe propriamente poesia. Ela pode mesmo ser o contrário ou a rejeição da poesia, e de toda a poesia. A poesia não coincide consigo mesma: talvez seja essa não-coincidência, essa impropriedade substancial, aquilo que faz propriamente a poesia. Resistência da Poesia
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prosa salteada

Interior em Nice
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Henri Matisse
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Magazin Général
As bibliotecas públicas não aguentam os nossos livros.

Auto-retrato com Banjo

Cheap Thrills
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dos meus discos,
Janis Joplin,
Robert Crumb
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Ferreira de Castro,
Stuart Carvalhais
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