Lady Fantasy
sábado, 23 de junho de 2012
terça-feira, 19 de junho de 2012
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a paleta e o mundo,
Pierre-Auguste Renoir
Shadow The Walls
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Dead Confederate,
o vale do riff
domingo, 17 de junho de 2012
No More Heroes (1977)
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dos meus discos,
The Stranglers
sábado, 16 de junho de 2012

Friedrich , Dois Homens Contemplando a Lua
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a paleta e o mundo,
Caspar David Friedrich
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foto,
Johannes Brahms,
quase que os pude ouvir
De todo o coração -- ao Jayme
Bendito sejas,
Meu verdadeiro conforto
E meu verdadeiro amigo!
Quando a sombra, quando a noite
Dos altos céus vem descendo
A minha dor,
Estremecendo, acorda...
A minha dor é um leão
Que lentamente mordendo
Me devora o coração.
Canto e choro amargamente;
Mas a dor, indiferente,
Continua...
Então,
Febril, quase louco,
Corro a ti, vinho louvado!
--E a minha dor adormece,
E o leão é sossegado.
Quanto mais bebo mais dorme:
Vinho adorado,
O teu poder é enorme!
E eu vos digo, almas em chaga,
Ó almas tristes sangrando:
Andarei sempre
Em constante bebedeira!
Grande vida!
--Ter o vinho por amante
E a morte por companheira!
Bendito sejas,
Meu verdadeiro conforto
E meu verdadeiro amigo!
Quando a sombra, quando a noite
Dos altos céus vem descendo
A minha dor,
Estremecendo, acorda...
A minha dor é um leão
Que lentamente mordendo
Me devora o coração.
Canto e choro amargamente;
Mas a dor, indiferente,
Continua...
Então,
Febril, quase louco,
Corro a ti, vinho louvado!
--E a minha dor adormece,
E o leão é sossegado.
Quanto mais bebo mais dorme:
Vinho adorado,
O teu poder é enorme!
E eu vos digo, almas em chaga,
Ó almas tristes sangrando:
Andarei sempre
Em constante bebedeira!
Grande vida!
--Ter o vinho por amante
E a morte por companheira!
António Botto
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Gustave Doré
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Paul Thomas Anderson
VENDO A MORTE
Em tudo vejo a morte! E, assim, ao ver
Que a vida já vem morta cruelmente
Logo ao surgir, começo a compreender
Como a vida se vive inutilmente...
Debalde (como um náufrago que sente,
Vendo a morte, mais fúria de viver)
Estendo os olhos mais avidamente
E as mãos p'ra a vida... e ponho-me a morrer.
A morte! sempre a morte! em tudo a vejo,
Tudo ma lembra! E invade-me o desejo
De viver toda a vida que perdi...
E não me assusta a morte! Só me assusta
Ter tido tanta fé na vida injusta
...E não saber sequer p'ra que a vivi!
Em tudo vejo a morte! E, assim, ao ver
Que a vida já vem morta cruelmente
Logo ao surgir, começo a compreender
Como a vida se vive inutilmente...
Debalde (como um náufrago que sente,
Vendo a morte, mais fúria de viver)
Estendo os olhos mais avidamente
E as mãos p'ra a vida... e ponho-me a morrer.
A morte! sempre a morte! em tudo a vejo,
Tudo ma lembra! E invade-me o desejo
De viver toda a vida que perdi...
E não me assusta a morte! Só me assusta
Ter tido tanta fé na vida injusta
...E não saber sequer p'ra que a vivi!
Manuel Laranjeira
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Manuel Laranjeira,
poesia
Os poemas de amor hão-de morrer
Hão-de morrer os teus cabelos
A tua maneira de baixar os olhos
A brisa que brilha às vezes
De encontro às tuas palavras
Pássaros de diáfano
Sangue
Luminoso
Os versos que pertencem
Nem a uma vida nem a outra morte
Hão-de morrer os teus cabelos
A tua maneira de baixar os olhos
A brisa que brilha às vezes
De encontro às tuas palavras
Pássaros de diáfano
Sangue
Luminoso
Os versos que pertencem
Nem a uma vida nem a outra morte
Alberto de Lacerda
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Alberto de Lacerda,
poesia
For Richard
quarta-feira, 13 de junho de 2012

Born To Run (1975)
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1975,
Bruce Springsteen,
dos meus discos
Hotel Song
terça-feira, 12 de junho de 2012

Billie Holiday, por William P. Gottlieb
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quase que os pude ouvir,
William P. Gottlieb
Rory Gallagher, fotografado por Rick Walton
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quase que os pude ouvir,
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Rory Gallagher
My Man
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o vale do riff
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Guerra Junqueiro
Guerra Junqueiro - O verso é mais belo do que a prosa, porque estabelece entre as palavras uma amizade mais estreita. Um verso errado é um delito.-- O Verbo Cantar
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prosa salteada
MEMÓRIA
nunca escrever
lábio a lábio
ou sílaba a sílaba
nem
rente ao que quer que seja
nunca falar
das zínias
e das tílias
(e agora também do hibisco)
fugir
do levedar
e do lêvedo
nunca escrever
lábio a lábio
ou sílaba a sílaba
nem
rente ao que quer que seja
nunca falar
das zínias
e das tílias
(e agora também do hibisco)
fugir
do levedar
e do lêvedo
28-V-2003

Retrato de Jovem Veneziana
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a paleta e o mundo,
Albrecht Dürer
Cinco Minutos de Jazz -- 40 Anos (2006)
caricatura: André Carrilho
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José Duarte
REDUNDANTE
Viena d'Áustria
Veneza d'Áustria
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Viana do Castelo d'Áustria
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