Shipping Up To Boston
quarta-feira, 27 de junho de 2012
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Dropkick Murphys,
o vale do riff
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Babylon's Burning
domingo, 24 de junho de 2012

Pequena Máquina Construída por Minimax Dadamax em Pessoa para Polinização Destemida de Chupadoras Femininas no Início da Menopausa e Tarefas Similarmente Destemidas
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a paleta e o mundo,
Max Ernst
GUINCHO
O sol põe-se
sobre o lento bater das ondas,
e despede-se
do meu corpo de areia.
O sol põe-se
sobre o lento bater das ondas,
e despede-se
do meu corpo de areia.
ARRAIAL
A AQUILINO RIBEIRO
Noite de S. João. Oiço os descantes
dum baile popular. Ao alto, a lua,
lindo balão, sobe no céu, flutua
sobre a cidade. Enlaçam-se os amantes
na volúpia da noite. Estralejantes,
cada foguete é uma espada nua,
risca no ar gestos de luz. A rua
é um bazar de anseios perturbantes.
Jovem, de branco, um marinheiro leva
pelo seu braço uma gentil pequena,
também de branco. E somem-se na treva...
Há bailes de bebés pelos terraços.
E eu volto a casa só, cheio de pena,
trazendo um sonho morto nos meus braços.
A AQUILINO RIBEIRO
Noite de S. João. Oiço os descantes
dum baile popular. Ao alto, a lua,
lindo balão, sobe no céu, flutua
sobre a cidade. Enlaçam-se os amantes
na volúpia da noite. Estralejantes,
cada foguete é uma espada nua,
risca no ar gestos de luz. A rua
é um bazar de anseios perturbantes.
Jovem, de branco, um marinheiro leva
pelo seu braço uma gentil pequena,
também de branco. E somem-se na treva...
Há bailes de bebés pelos terraços.
E eu volto a casa só, cheio de pena,
trazendo um sonho morto nos meus braços.
Américo Durão

Fiat 850 Coupé
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Balzac por David
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Jacques-Louis David
It's Different For Girls
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o vale do riff
sábado, 23 de junho de 2012
Balzac - O amor é como o mar, que visto superficialmente ou à pressa pode ser acusado de monotonia pelos espíritos vulgares, ao passo que certos seres privilegiados podem passar toda a vida a admirá-lo, encontrando-lhe sempre uma diversidade que os encanta.- A Vendetta
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Jazz Boat
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Raul Colón
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Tòssan
E A MORTE À ESPERA
A vida a correr...
...E a morte à espera
Que a corrida acabe...
A vida a sorrir...
...E a morte à espera
Que o riso se apague...
A vida a cantar...
...E a morte à espera
Que o canto emudeça...
A vida a sonhar...
...E a morte à espera
Que o sonho feneça...
A vida a chorar...
...E a morte a rir...
Porque a vai levar...
A vida a correr...
...E a morte à espera
Que a corrida acabe...
A vida a sorrir...
...E a morte à espera
Que o riso se apague...
A vida a cantar...
...E a morte à espera
Que o canto emudeça...
A vida a sonhar...
...E a morte à espera
Que o sonho feneça...
A vida a chorar...
...E a morte a rir...
Porque a vai levar...
Lourdes Borges de Castro
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Lady Fantasy
terça-feira, 19 de junho de 2012
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Pierre-Auguste Renoir
Shadow The Walls
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domingo, 17 de junho de 2012
No More Heroes (1977)
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The Stranglers
sábado, 16 de junho de 2012

Friedrich , Dois Homens Contemplando a Lua
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Caspar David Friedrich
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quase que os pude ouvir
De todo o coração -- ao Jayme
Bendito sejas,
Meu verdadeiro conforto
E meu verdadeiro amigo!
Quando a sombra, quando a noite
Dos altos céus vem descendo
A minha dor,
Estremecendo, acorda...
A minha dor é um leão
Que lentamente mordendo
Me devora o coração.
Canto e choro amargamente;
Mas a dor, indiferente,
Continua...
Então,
Febril, quase louco,
Corro a ti, vinho louvado!
--E a minha dor adormece,
E o leão é sossegado.
Quanto mais bebo mais dorme:
Vinho adorado,
O teu poder é enorme!
E eu vos digo, almas em chaga,
Ó almas tristes sangrando:
Andarei sempre
Em constante bebedeira!
Grande vida!
--Ter o vinho por amante
E a morte por companheira!
Bendito sejas,
Meu verdadeiro conforto
E meu verdadeiro amigo!
Quando a sombra, quando a noite
Dos altos céus vem descendo
A minha dor,
Estremecendo, acorda...
A minha dor é um leão
Que lentamente mordendo
Me devora o coração.
Canto e choro amargamente;
Mas a dor, indiferente,
Continua...
Então,
Febril, quase louco,
Corro a ti, vinho louvado!
--E a minha dor adormece,
E o leão é sossegado.
Quanto mais bebo mais dorme:
Vinho adorado,
O teu poder é enorme!
E eu vos digo, almas em chaga,
Ó almas tristes sangrando:
Andarei sempre
Em constante bebedeira!
Grande vida!
--Ter o vinho por amante
E a morte por companheira!
António Botto
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Gustave Doré
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Paul Thomas Anderson
VENDO A MORTE
Em tudo vejo a morte! E, assim, ao ver
Que a vida já vem morta cruelmente
Logo ao surgir, começo a compreender
Como a vida se vive inutilmente...
Debalde (como um náufrago que sente,
Vendo a morte, mais fúria de viver)
Estendo os olhos mais avidamente
E as mãos p'ra a vida... e ponho-me a morrer.
A morte! sempre a morte! em tudo a vejo,
Tudo ma lembra! E invade-me o desejo
De viver toda a vida que perdi...
E não me assusta a morte! Só me assusta
Ter tido tanta fé na vida injusta
...E não saber sequer p'ra que a vivi!
Em tudo vejo a morte! E, assim, ao ver
Que a vida já vem morta cruelmente
Logo ao surgir, começo a compreender
Como a vida se vive inutilmente...
Debalde (como um náufrago que sente,
Vendo a morte, mais fúria de viver)
Estendo os olhos mais avidamente
E as mãos p'ra a vida... e ponho-me a morrer.
A morte! sempre a morte! em tudo a vejo,
Tudo ma lembra! E invade-me o desejo
De viver toda a vida que perdi...
E não me assusta a morte! Só me assusta
Ter tido tanta fé na vida injusta
...E não saber sequer p'ra que a vivi!
Manuel Laranjeira
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Manuel Laranjeira,
poesia
Os poemas de amor hão-de morrer
Hão-de morrer os teus cabelos
A tua maneira de baixar os olhos
A brisa que brilha às vezes
De encontro às tuas palavras
Pássaros de diáfano
Sangue
Luminoso
Os versos que pertencem
Nem a uma vida nem a outra morte
Hão-de morrer os teus cabelos
A tua maneira de baixar os olhos
A brisa que brilha às vezes
De encontro às tuas palavras
Pássaros de diáfano
Sangue
Luminoso
Os versos que pertencem
Nem a uma vida nem a outra morte
Alberto de Lacerda
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